Foram meses de muita emoção, descobertas e discussões enriquecedoras sobre a rivalidade Brasil-Argentina. Agradecemos a audiência que contabilizou quase 24 mil acessos em 4 meses.
O blog vai ficar hibernando e em breve estaremos aqui mais uma vez. Em 2007 voltaremos contando tudo sobre a Copa América na Venezuela. Esperamos que até lá o Parreira e o Roberto Carlos tenham desaparecido do mapa.
Muito obrigado a todos que participaram com seus comentários. E um obrigado especial à Jaqueline que comentou 99,7% dos posts. Esperamos contar com ela na Copa América 2007.
Argentina x Alemanha foi um jogo muito tenso. Tanto que não assistimos a partida junto com os colegas, que já estavam roendo até as unhas do pé. Fomos para uma outra sala secar em silêncio, respeitando as novas regras da campanha Hincha Bonito (Copyrights to German Verdi).
Agora que os ânimos se acalmaram vamos mostrar o vídeo que mativemos em segredo.
A Argentina estava jogando melhor e a torcida germano-brasileira não conteve a emoção quando a Alemanha vazou o arco de Abondanzzieri.
Apesar de mais da metade do país ter sobrenome italiano, muitos argentinos já se declararam a favor da França nessa final. Talvez porque todos os prédios velhos da cidade se pareçam com os da França e o Obelisco lembre muito a Torre Eiffel, vai saber. O povo daqui tem certas fixações inexplicáveis (como a Copa de 90) e quando alguém tenta explicar, aí sim, a coisa fica confusa pra valer.
Para quem vamos torcer? Tem um argentino na seleção da Itália (Camoranesi), outro na seleção da França (Trezeguet) e o árbitro é argentino. Se quisermos manter a coerência deste blog, deveríamos torcer para um 0 x 0 com cobranças de pênalti empatadas até que todos vomitem de cansaço e tenham uma convulsão coletiva, incluindo os bandeirinhas. Mas como não queremos ver tamanho espetáculo escatológico, vamos torcer para que ambas equipes empatem em 1 x 1 com dois pênaltis inexistentes. O campeão? Impossível prever. Aprendemos com a seleção argentina que pênaltis é uma loteria. Ganha quem tem o "bilhete premiado".
Sim, Camoranesi é a Argentina na final. O jogador é argentino naturalizado italiano e chegou mais longe que os seus patrícios. E também andou dando umas entrevistas dizendo que faltou concentração e empenho à seleção do Pekerman. Se eu fosse ele, fecharia a boca para não levar porrada da próxima vez que pisar no aeroporto de Ezeiza.
Agora, os argentinos estão divididos. Eu acho que deveria ser assim: quem vive na Recoleta deveria torcer pela França. E quem vive em San Telmo e em Boca, tem que torcer pela Itália. Como eu vivo em Belgrano, vou torcer para que o gramado ganhe vida própria e sugue todos os jogadores.
A final mais modorrenta da história das Copas está a caminho para encerrar a Copa mais interessante de nossas vidas. E agora vem a pergunta: por que o Roberto Carlos resolveu ajeitar a meia justo naquele momento? Ok, essa pergunta nunca será completamente respondida. A pergunta verdadeira é: o que vamos fazer com o Haja Corazón?
(a) Vamos começar a campanha "Argentina na lanterna das eliminatórias 2009" (b) Vamos imprimir todo o blog e fazer uma cerimônia de cremação (c) Vamos imprimir o blog, vender no metrô por 1 peso e doar o dinheiro para a AFA tentar comprar o árbitros da Copa de 2010
É assim que chamam o Felipão por aqui. Pra quem não sabe, o Carlos Bianchi é o técnico que levou o inexpressivo Velez Sarsfield a Tóquio para ganhar o mundial interclubes. Ele tem a fama de pegar times pequenos e fazer milagres, como o nosso conterrâneo.
Claro que a gente sempre ressalta que a comparação é um pouco desigual, pois o Bianchi nunca ganhou uma Copa do Mundo.
Dois brasileiros, André Takeda e Fabiano Goldoni, vão assistir a Copa do Mundo de 2006 na Argentina. Como diria o grandioso, magistral, inenarrável, fulgurante, Galvão Bueno, "que drama, meu amigo!".